O infarto, como ocorrido com o pai da atriz Isis Valverde, está entre as principais causas de morte no Brasil. Ele morreu no domingo (12), enquanto fazia uma trilha de moto em Minas Gerais. 

Segundo a prefeitura da cidade de Aiuruoca, Rubens Valverde, de 65 anos, teve um mal súbito, chegou a ser socorrido, mas chegou sem vida ao hospital. 

O cardiologista Marcelo Queiroga, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Cardiologia, afirma que nessa idade a causa mais comum para mortes súbitas são doenças cardiovasculares, principalmente o infarto.

O infarto ocorre devido ao entupimento de uma das artérias coronárias por um coágulo. A falta de sangue no músculo do coração leva à uma arritmia grave, falhas no ritmo do coração, que causa o infarto.

“Cerca de um terço dos pacientes vítimas de infarto chegam já mortos ao hospital”, afirma.

O ideal nesses casos é que o atendimento seja o mais rápido possível. O paciente deve chegar dentro de 90 minutos ao hospital para que o tratamento seja mais eficiente. Os primeiros socorros consistem na reanimação cardíaca por meio de massagem e do desfibrilador, aparelho usado para dar choques no tórax do paciente.

“Todas as pessoas deveriam aprender [manobra de reanimação cardiorrespiratória]. A Sociedade Brasileira de Cardiologia oferece um treinamento para leigos”, afirma Queiroga.

As causas do infarto são desconhecidas, mas existem fatores de riscos como obesidade, pressão alta, colesterol, sedentarismo, diabetes e hereditariedade. O cardiologista recomenda que todas as pessoas a partir dos 30 anos visitem um médico para fazer uma avaliação cardiológica.

Além disso, é importante manter hábitos de vida saudáveis para evitar mortes por infarto. “No verão as mortes por doenças cardiovasculares aumentam, isso porque as pessoas exageram. Não se cuidam, bebem mais, dormem pouco, comem mal”, afirma Queiroga.

O cardiologista Fernando Costa, diretor de Promoção de Saúde da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), ressalta que as doenças do aparelho circulatório são as que mais matam no Brasil e em todo o mundo.

“No Brasil, este ano morrerão mais de 400 mil pessoas por doença cardiovascular, sendo que mais de 130 mil morrerão por infarto agudo do miocárdio; de 600 mil a 700 mil pessoas sobrevivem”, explica Costa.

O tratamento de infarto começa na ambulância. É utilizado um remédio trombolítico que diminui o coágulo. Chegando no hospital pode ser feita uma angioplastia, procedimento minimamente invasivo feito por cateter e que retira o coágulo.

Outras causas de morte súbita

Queiroga afirma que apesar do infarto ser a causa mais comum em pessoas de mais idade, a morte súbita pode advir de outras doenças.

A embolia pulmonar é mais comum em idosos que estão acamados. Ela acontece devido a um coágulo que se forma em outra parte do corpo, normalmente na perna, e obstrui uma artéria pulmonar. Isso faz com que o pulmão receba menos sangue. Dessa forma, o coração passa a receber menos oxigênio e apresentar arritmia.

Outra causa possível é a ruptura de um aneurisma, dilatação anormal da artéria, que pode ocorrer no coração ou no cérebro. Pessoas com miocardiopatia, coração dilatado, também podem apresentar arritmias graves que levam ao mal súbito.

Em pessoas mais jovens, a principal causa de morte súbita é a cardiomiopatia hipertrófica, que, segundo o Manual Merck de Diagnóstico e Tratamento, é uma doença em que as paredes dos ventrículos do coração se tornam espessas e rígidas. Essa é uma doença congênita e que aumenta a chance de morte súbita durante a prática de atividades físicas.

Queiroga afirma que atividade física é uma prática importante para manter a saúde do coração e que, pessoas diagnosticadas com doenças cardiovasculares devem manter a prática sob supervisão profissional e com orientação médica.

*R7

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