A partir do mês que vem, o Instituto Butantan vai passar a produzir 1 milhão de doses da CoronaVac por dia

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A partir de abril, o Instituto Butantan será capaz de produzir cerca de 1 milhão de doses da CoronaVac por dia. A informação foi confirmada pelo coordenador-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus do governo de São Paulo, João Gabbardo.

No momento, o Instituto produz, além da vacina contra a covid-19, o imunizante contra a gripe, e assim que terminar essa produção, segundo  Gabbardo, o Butantan poderá focar apenas na CoronaVac.

O coordenador afirmou ainda que o Instituto, vinculado ao governo paulista, complementará, também em abril, a entrega de 46 milhões de doses ao Ministério da Saúde.

Soro anti-covid

O Butantan enviou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de autorização para realizar um estudo clínico do soro anticoronavírus, desenvolvido pelo instituto desde o ano passado a partir do plasma de cavalos

O objetivo do soro é amenizar os sintomas da doença nas pessoas já infectadas. Ele não é capaz de curar nem de prevenir a doença. O estudo é coordenado pelos médicos Esper Kallás e José Medina, da Universidade de São Paulo (USP).

A autorização permitirá que o soro seja aplicado em pessoas contaminadas pela doença e, depois, que se descubra qual a dose necessária para obter os efeitos desejados.

“O Butantan está desenvolvendo um soro para tratar e curar pacientes com covid-19. O instituto já protocolou na Anvisa o pedido de autorização para que pacientes possam ser tratados com o soro”, disse o governador João Doria em coletiva de imprensa nessa sexta-feira (5).

“A expectativa é a de que já na próxima semana a Anvisa possa autorizar o início desses testes”, complementou Doria.

O vírus inativo não provoca danos aos cavalos nem se multiplica no organismo, mas estimula a produção de anticorpos. Os técnicos retiram o plasma do cavalo, que faz parte do sangue do animal, e levam para a sede do Butantan, na Zona Oeste de São Paulo. Os anticorpos são separados do plasma e se transformam em um soro anti-covid.

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Os cavalos, além de ajudarem a produzir o soro, participaram dos testes.

O diretor do instituto, Dimas Covas, disse na última terça (2) que foi enviado à Anvisa um “dossiê de desenvolvimento clínico desse produto” e que espera receber “até o final do dia de hoje as observações da agência”.

Uma vez autorizados, segundo o diretor, os testes serão feitos inicialmente com pacientes transplantados de rim, no Hospital do Rim, e em pacientes comorbidades no Hospital das Clínicas.

Ainda de acordo com o diretor, testes feitos em animais apontaram nos resultados que o soro é seguro e efetivo.

“Os animais que foram tratados tiveram seu pulmão protegido, ou seja, não desenvolveram a forma fatal da infecção pelo coronavírus, mostrando que os resultados de estudos em animais são extremamente promissores e esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nesses estudos clínicos que poderão ser autorizados.”

Em dezembro de 2020, o diretor do instituto chegou a dizer que o material estava pronto e aguardava liberação da Anvisa. Entretanto, na ocasião, a Agência negou ter recebido a solicitação.

*Osul

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