“Rever o Estatuto do Desarmamento é prioridade”, diz vice-presidente eleito

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Abaixo, sequência da entrevista:

Como vocês vão superar o desafio de unir um país fraturado ideologicamente? 

Em primeiro lugar, não considero o país fraturado. O que existe são pequenos grupos mais radicais que não entenderam que um processo eleitoral é apenas a apresentação de projetos para que o eleitor escolha o que mais lhe convém. Isso é alternância de poder, princípio basilar da democracia. Por meio da temperança, boa vontade, discernimento e resiliência iremos buscar baixar as tensões. JB (Jair Bolsonaro) governará para o conjunto da Nação, mas tendo em mente um verdadeiro projeto para o futuro das novas gerações e não de poder.

Qual o pior momento da campanha? Foi a facada em Bolsonaro?

O momento mais tenso foi mesmo a situação de vida ou morte pela qual passou o JB. Foi muito difícil. Ele sempre foi o líder e sua ausência nos prejudicou muito.

E para o senhor, novato em eleições, que jamais tinha feito tão intensa peregrinação pelo país, qual foi o pior momento?

Não vivi tensões, mas, sim, a necessidade de adaptar o discurso ao método de fazer política. A minha sinceridade de propósitos me custou alguns problemas e críticas ferozes. Fui treinado para a adversidade, portanto, consegui manter a calma e a coerência. Mas ser chamado de torturador, coisa que não fui, magoou e atingiu minha família.

Os militares estão de volta ao poder no Brasil?

Não são os militares, como já disse hoje ao votar. São dois cidadãos brasileiros que já foram militares. As Forças Armadas continuarão cumprindo aquilo que a Constituição prevê.

*ZeroHora

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